Foi descoberto um sistema com 7 planetas, onde três dos quais aparentam ter água no estado líquido, o que tudo indica que existem condições para que haja vida.

Vários astronómos do Observatório Europeu do Sul (ESO), do qual Portugal participa, encontraram uma pequena estrela, de massa 30% inferior à massa do nosso Sol, à volta da qual orbitam sete planetas, num sistema muito semelhante ao nosso. Neste sistema de sete planetas, acredita-se que em três deles poderá existir água no estado líquido, com condições muito favoráveis para a existência de vida.

Nesta grande descoberta, foram encontrados três planetas com uma massa muito superior ao do nosso planeta Terra, sendo por isso considerados de super-Terras, mas com uma massa inferior ao já conhecido planeta Urano e Neptuno. Estão localizados em órbitas favoráveis que indicam uma forte probabilidade de serem habitados.

Esta estrela, batizada de Gliese 667C, está a uma distância de 22 anos-luz do nosso Planeta e foi localizada na constelação de Escorpião, na Via Láctea. Por ter uma massa inferior ao habitual, é a primeira descoberta de uma estrela de massa reduzida que alberga vários planetas, potencialmente rochosos.

 

Exoplaneta Gliese 667Cd

Exoplaneta Gliese 667Cd

 

Tal como é mostrado na imagem anterior, onde foi recriada a visão a partir de um dos planetas deste sistema tri-estelar, o planeta Gliese 667Cd, pode-se observar ao fundo a estrela principal (Gliese 667C) e à direita as duas estrelas mais distantes deste sistema triplo (a Gliese 667A e Gliese 667B). Mais à esquerda e mais distante, observa-se um dos outros planetas, o recém-descoberto 667Ce.

 

Outros artigos que vai gostar de ler

- Conheça os maiores corpos do Universo
- Asteróides – O que são e como são constituídos
- O que é a Estação Espacial Internacional

 

Mais planetas com vida na Via Láctea

Esta grande descoberta abriu novas portas à descoberta de muitos outros planetas com vida na nossa galáxia, já que até agora não se esperava encontrar vários planetas a orbitar estrelas com massas pequenas, comenta um dos investigador da equipa de astrónomos.

Até encontrar este sistema de planetas, os astrónomos procuravam por estrelas de grandes massas, de forma a encontrarem um único planeta que pudesse ser habitado. A partir de agora, as pesquisas vão ser focalizadas em encontrar uma só estrela de menores dimensões mas à volta da qual poderão orbitar vários planetas com fortes probabilidades de terem vida.

Na Via Láctea, existem pequenas sistemas em torno de estrelas semelhantes ao Sol, mas com planetas muito próximos dessas estrelas, tendo por isso temperaturas elevadas e com pouca probabilidade de serem habitados. Contrariamente, nas estrelas menos quentes e de menor massa, como esta que foi encontrada, a Gliese 667C, tudo é bem diferente e a zona onde pode haver vida está numa órbita muito mais favorável para a existência de vida.

 

Very Large Telescope (VLT) do Observatorio Europeu do Sul (ESO)

Very Large Telescope (VLT) do Observatorio Europeu do Sul (ESO)

Estas descobertas foram possíveis graças a vários telescópios: o Very Large Telescope (VLT) do ESO (Observatório Europeu do Sul) – mostrado na imagem anterior, ao telescópio Magalhães II, ambos situados no Chile e ainda ao telescópio Keck, no Havai