Certamente já ouviu falar no polígrafo como um detetor de mentiras usado durante as investigações criminais, em filmes ou séries. Pois bem, a verdade é que a sua eficácia não é plena já que este aparelho apenas mede e regista, através de um gráfico, as alterações físicas das pessoas quando submetidas a perguntas.

As pessoas dizem mentiras pelas mais variadas razões e muitas das vezes mentem como um mecanismo de defesa usado para evitar problemas.

O polígrafo não tem capacidade para detetar se alguém está a mentir ou não, o seu papel restringe-se à captação de variáveis como a respiração, a tensão arterial, o batimento cardíaco ou a transpiração que, segundo estudos elaborados, sofrem alterações quando as pessoas mentem.

Tanto durante, como depois do teste, o examinador do polígrafo consegue observar os gráficos e verificar se existiu alguma alteração dos sinais vitais durante determinada pergunta.

A verdade é que essas alterações podem verificar-se por diversas razões, tais como nervos, angústia, tristeza, embaraço ou medo, não sendo obrigatoriamente considerado mentira quando esses valores oscilam. Daí não podermos encarar o polígrafo como um aparelho com valor judicial e criminal.

 

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Como é que é feita a avaliação das variáveis em estudo?

No início do teste é colocado uma braçadeira num dos braços da pessoa interrogada, com o objetivo de medir a pulsação e a pressão arterial; já o ritmo da respiração é medido através de dois pneumógrafos (tubos de borracha flexíveis) ajustados ao abdómen; e por fim a transpiração é medida pela colocação de sensores nos dedos do interrogado, capazes de medir as variações elétricas.

Assim que o indivíduo estiver pronto para começar o teste, é feita uma pequena entrevista, com cerca de quatro perguntas, sobre as quais é certo que serão respondidas com verdade, por exemplo “em que ano estamos?”; “de que cor é a sua camisa?”; “de que cor é o céu?”. Desta forma, com base neste padrão de comportamento, o polígrafo consegue fazer uma avaliação preliminar quando o interrogado diz a verdade. Essa avaliação será posteriormente usada para controlar os valores das variáveis em estudo.

Apesar de todos estes mecanismos de testes, a verdade é em alguns casos os criminosos mentem de forma tão persuasiva que o aparelho não consegue detetar nenhuma reação que dê indícios de que se trata de uma mentira. Portanto tal como temos vindo a mencionar: os resultados obtidos não podem ser considerados conclusivos.

 

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Evolução do polígrafo ao longo dos anos

Antigamente, a informação obtida era transmitida por um sistema analógico, ou seja, tratava-se de um registo através de umas canetas que desenhavam a alteração dos sinais vitais numa folha em constante movimento.

Desde há 20 anos que os polígrafos tradicionais e analógicos deram lugar aos polígrafos digitais, o que trouxe uma série de vantagens na interpretação e descodificação dos resultados obtidos. Hoje em dia os polígrafos são dotados de uma tecnologia inteligente controlada por um software específico capaz de trazer melhorias para o tratamento e avaliação da informação.