Diariamente são assaltados centenas de veículos e uma das grandes preocupações dos fabricantes é impedir que isso aconteça. Por essa razão, criaram os imobilizadores electrónicos, aparelhos que dificultam a vida aos assaltantes.

O carro, símbolo de status e conquistas pessoais, é objeto de grande interesse para os assaltantes, já que a sua rápida venda pode render bom dinheiro.

Para travar estes acontecimentos, a tecnologia encarregou-se de criar mecanismos para impedir a ocorrência destes casos. Alarmes, trancas de direção ou cadeados deixaram de intimidar os ladrões mais ousados e foi necessário desenvolver os imobilizadores electrónicos, cuja função é garantir a total segurança do carro.

 

Como funciona um imobilizador electrónico?

Os imobilizadores electrónicos dos automóveis, obrigatórios em todos os veículos desde os anos 90, assumem grande importância ao garantirem que o carro não pode ser ligado sem uma chave codificada, mesmo quando a ignição é “viciada”.

Assim sendo, este dispositivo resume-se à instalação de uma centralina específica e de um imobilizador eletrónico na cabeça da chave. O imobilizador eletrónico ao ser agregado à chave do automóvel, através de um chip codificado, tem capacidade para informar a centralina se aquela chave está ou não habilitada a funcionar naquele automóvel. Este chip ao ser lido pelo carro quando a ignição é ligada, permite que o carro fique em funcionamento ou não, ou seja, tudo depende se a leitura está correta e se a chave coincide com o imobilizador.

Com este sistema, para além da segurança do automóvel ter ficado muito favorecida, também a chave passou a ter um papel muito mais ativo e valorizado para os condutores, conjugando assim a componente mecânica com a eletrónica.

 

Chaves de automóveis com imobilizador electrónico

 

Graças a esta tecnologia, deixou de ser possível os ladrões fazerem ligações diretas – prática comum quando os carros eram roubados – e para além disso os automóveis passaram a trabalhar apenas com uma chave devidamente programada e autorizada para esse efeito. Por motivo de segurança, os imobilizadores possuem códigos criptografados o que impede a sua cópia ou reprodução, contribuindo assim para dificultar ainda mais os roubos.

Devido à implementação destas medidas de segurança, os roubos de automóveis começaram a diminuir, mas começaram a surgir novas formas de assaltos mais violentos e psicologicamente mais agressivos – os carjackings – isto porque o roubo de um automóvel só é possível se for roubado com a respectiva chave.

 

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O que acontece quando o imobilizador se avaria?

O imobilizador apresenta uma estratégia de auto-diagnóstico que são consultáveis através de um leitor específico que apresenta os respectivos códigos de avarias.

O funcionamento do imobilizador é comandado por uma luz no painel que quando está ligada indica que existe alguma avaria elétrica com o imobilizador. Apenas a avaria no imobilizador ou a perda de chave podem originar um bloqueio imediato no sistema de injeção do veículo, levando ao não funcionamento do motor.

 

Como é constituído o imobilizador electrónico?

A unidade de comando do imobilizador é constituída por um microprocessador e por uma memória EPROM programável através de equipamentos específicos. Para funcionar, o imobilizador fornece energia a uma bobina de leitura, com o objetivo de formar o campo magnético para alimentar o transponder da chave. Concluída esta fase, o imobilizador verifica se a chave está habilitada para pôr o motor do automóvel em funcionamento.