Conhecido como um “supermicroscópio”, o ISIS está instalado no Rutherford Appleton Oxfordshire, no Reino Unido, e é capaz de ver objetos dez mil vezes mais finos que um cabelo humano!

Tudo o que nos rodeia é constituído por átomos, e a sua dimensão é cerca de um milhão de vezes menor que um grão de areia. Só mesmo com a ajuda de um “supermicroscópio” é possível estudar a constituição de objectos de dimensões tão pequenas.

Conhecido pela sua história de sucesso a nível científico, o Isis, inaugurado há mais de 20 anos, tem excedido todas as expectativas devido aos ambiciosos resultados que tem alcançado e devido à importante ajuda quem tem dado tanto a cientistas, e engenheiros como a investigadores.

As suas potencialidades, aplicadas à evolução da ciência e tecnologia, já permitiram fazer descobertas sobre magnetismo a nível atómico, melhorar produtos farmacêuticos e de saúde, e criar materiais fortes e leves, que foram posteriormente utilizados no Airbus A380.

 

Isis, o microscópio mais potente do mundo

 

O Isis é uma fonte que produz feixes de impulsos de neutrões, e tendo em conta a sua atuação e alcance, é capaz de estudar e analisar a constituição de cada um dos objetos a que se propõe, recorrendo a técnicas de difração de neutrões.

Os feixes são criados através da aceleração dos protões, o que corresponde a 84% da velocidade da luz, e através do embate de um bloco de tungsténio, do tamanho de um pacote de bolachas. Esta característica única dos feixes é fundamental para explorar como se comporta o mundo oculto dos átomos e das moléculas.

Devido ao embate é possível analisar 20 biliões de neutrões por segundo, e ao serem conduzidos em direção ao objeto de estudo, torna-se mais fácil verificar a forma como os átomos se juntam e como essa organização é afetada por forças externas.

Isto significa que o Isis, ao analisar onde é que os átomos se encontram e como estão ordenados, permite perceber a forma como o mundo científico-tecnológico está diretamente relacionado com a nossa experiência quotidiana.

 

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Qual é o impacto do ISIS a nível mundial?

- Tornou-se num dos laboratórios mais importantes do Reino Unido;

- Mudou a forma como os cientistas observam e estudam os neutrões;

- Possui uma comunidade de mais de 2.000 cientistas que estudam os neutrões para áreas de investigação tão diversas como a física, a química, a ciência dos materiais, a geologia, a engenharia ou biologia;

- Permitiu que a comunidade científica do Reino Unido cresça e continue a fazer importantes e emocionantes descobertas com grande impacto a longo prazo;

- É o centro de investigação mais produtivo do mundo, no que toca ao estudo dos neutrões;

- Os neutrões têm forte impacto em áreas tão variadas como a energia, a nanotecnologia, biotecnologia, gestão de resíduos e tecnologia da informação;

- ISIS contribuiu significativamente para muitos dos avanços na ciência dos materiais, da física e da química;

- O estudo dos neutrões é uma forma única e poderosa de analisar as propriedades dos objetos a nível atômico.