A técnica de pharming, que consiste no desenvolvimento de sangue artificial para utilização em cenários de difícil acesso a cuidados médicos, já está a ser desenvolvida por técnicos militares, nos Estados Unidos da América.

Especialistas militares da Defense Advanced Research Projects Agency, DARPA, estão a estudar formas de desenvolver sangue artificial para ser testado em soldados.

Em locais de difícil acesso, como é o caso de cenários de guerra e locais mais distantes ou de fracos recursos médicos, torna-se muito complicado fazer transfusões de sangue, daí a necessidade de ser desenvolvido um tipo de sangue artificial, que seja de fácil transporte e armazenamento, sangue este que vai permitir que muitas vidas sejam salvas.

Pode se dizer que este sangue não é de todo artificial, já que a produção das células do sangue, os glóbulos vermelhos, é feita a partir de células estaminais de embriões humanos, que são aproveitados de tratamentos de fertilidade. O termo artificial deve-se apenas ao desenvolvimento do sangue ser realizado em laboratório, algo tão almejado há décadas e agora conseguido.

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A empresa responsável pelo fabrico do sangue artificial tem o nome de Arteriocyte Medical Systems, uma empresa de biotecnologia que tem conseguido produzir glóbulos vermelhos para utilização médica, através do processo chamado pharming.

Este processo visa não só a produção de sangue artificial para uso militar, mas também para suprir as necessidades de tipos de sangue mais raros, como é o sangue do tipo O – (O negativo), presente em apenas 7% da população. Esta técnica permite que sejam produzidas grandes quantidades de sangue, com apenas um único embrião, sendo por isso um grande passo para a ciência médica e que certamente poderá resolver muitos problemas de transfusões de sangue a nível mundial.