Michio Kaku, um físico teórico de renome, utiliza tudo que aprendeu para explicar a possível hipótese de certas teorias funcionarem. Ele explica que a telepatia, a máquina do tempo, lasers antiplanetários, a invisibilidade, a levitação magnética, entre outros, pertencem à ficção científica mas que estas tecnologias podem vir a ser desenvolvidas, caso se aperfeiçoem e se desenvolvam os conhecimentos dos dias de hoje.

Sempre ouvi dizer que a ficção anda uns anos à frente da realidade e este conhecido divulgador da ciência, Michio Kaku, publicou na sua última obra “a Física do Impossível” algumas teorias sobre a invisibilidade, a levitação magnética ou o tele-transporte, que começam a sair do papel e passam a fazer parte dos estudos científicos. Vejamos algumas das suas explicações para estas e outras teorias:

 

Levitação magnética:

Os automóveis voadores do filme Relatório Minoritário ou o skate do filme Regresso ao Futuro 2, são exemplos de levitação magnética. O físico diz que esta tecnologia poderá ser desenvolvida até final deste século ou no seguinte. As suas teorias dizem que pode ser possível criar esta tecnologia ao criar campos magnéticos com supercondutores, que permitem os electrões fluir livremente, não oferecendo resistência eléctrica. Já se conseguiu realizar algo do género nos dias de hoje, mas a temperaturas muito baixas (cerca de -135 graus centígrados). Se fosse possível obter um supercondutor à temperatura ambiente, era possível construir electroímanes super potentes. Em teoria, era possível levitarmos como o Super Homem, usando apenas um cinto.

Lasers antiplanetários

Lasers antiplanetários:

Algo visto no filme da Guerra das Estrelas, como guerras antiplanetárias com lasers e naves, não é esperado que se consiga realizar tão cedo. Hoje em dia já são usados lasers de grande potência para atingir altas temperaturas. Pretende-se conseguir uma fusão nuclear, ou seja, tentar repetir o que os astros fazem quando libertam energia. Uma das formas para tornar os lasers antiplanetários algo possível, seria utilizar raios X detonados por bombas de hidrogénio, ou aproveitar a explosão de raios gama que uma estrela de grande massa pudesse lançar.

 

Telepatia:

São muitos os estudos que se realizam a nível do cérebro e da mente e a forma de conseguir que a mente consiga “comunicar”, através da telepatia, seria através da leitura dos pequenos sinais eléctricos e ondas electromagnéticas emitidas pelo cérebro, através da ressonância magnética. Detectando padrões de pensamento, poderia se criar uma espécie de dicionário e o uso de scanners portáteis faria com que fosse possível interpretar todos esses sinais. Não se espera que algo deste género surja tão cedo.

Parece impossível tornar um objecto invisível

Invisibilidade:

Exemplos de tornar algo invisível podem ser vistos no filme “O Homem Invisível” ou no “Harry Potter”, mas parece algo completamente impossível de acontecer. Em 2006, investigadores da Universidade Duke, desenvolveram um metamaterial que pode tornar um objecto invisível à radiação de micro-ondas. Isto foi possível incorporando implantes de cobre num material feito de teflon, cerâmica, fibra e metal, que fazia com que as radiações se desviassem. Mais recentemente conseguiram o mesmo feito com radiação infravermelha, próxima do limite que os nossos olhos conseguem observar. Pelos vistos já se começa a contrariar teorias que diziam que a invisibilidade é algo impossível, que a luz não pode contornar um objecto e voltar a unir-se do outro lado, como se fosse um curso de água a fluir à volta de uma rocha.

 

Teletransporte:

O teletransporte parece algo tirado da ficção científica e o filme “A Mosca” mostra um exemplo de algo a ser teletransportado. Pois bem, o teletransporte já deixou de ser algo impossível. Os físicos já conseguem transformar átomos de rubídio em feixes de luz e enviá-los através de fibra óptica, sendo reconstituídos noutro local. Daqui a alguns anos acredita-se que seja possível fazer o mesmo com moléculas e quem sabe daqui a algumas décadas seja possível fazer o mesmo com genes, vírus ou até organismos vivos! A dificuldade é que para obter uma cópia é necessário destruir a matéria original, ou seja, um ser humano teria que morrer para ser teletransportado, dando origem a uma cópia com a mesma memória e personalidade, mas no fundo diferente. Será que a alma se perderia?

 

No filme Regresso ao Futuro era possível viajar no tempo

Viajar no tempo:

Será possível viajar no tempo? Nos dias de hoje já se viaja no tempo”. Um exemplo disso está nos astronautas da Estação Espacial, que orbitam a Terra a uma velocidade de 30 mil quilómetros por hora, sofrendo um desfasamento, já que os seus relógios marcam os minutos mais devagar que os relógios das pessoas na Terra. Sergei Avdeyev, um cosmonauta russo, bateu o record de permanecer em órbita durante 748 dias, viajando 0,02 segundos no futuro. Viajar ao passado seria mais problemático, já que para visitar o passado antes de nascermos significaria que nunca teríamos nascido. Outro físico, Stephen Hawking, diz que é necessário haver uma protecção cronológica para impedir viajar no passado, caso contrário, já teríamos recebido a visita de turistas do futuro. Outros físicos especulam no entanto, que algo semelhante é teoricamente possível, através de uma espécie de túnel (buraco de verme) que una dois espaços temporais. Para Michio Kaku esta será uma das teorias mais difíceis de colocar em prática.