Não se sabe ao certo qual a verdadeira origem e natureza da electricidade. Actualmente, existe a tendência para considerar que a electricidade é como uma substância em que a partícula mais pequena que constitui essa substância, por assim dizer, tem o nome de electrão (partícula negativa).

Conceito de electricidade

Sabe-se ainda que a electricidade é uma energia que se transmite através do espaço e à velocidade da luz, ou seja, podemos dizer que a electricidade circula à velocidade de 300 mil quilómetros por segundo (300000km/s). Como comparação, num segundo a electricidade conseguiria dar 23 voltas completas à volta do planeta terra!

Como circula a electricidade e o

Movimento das Cargas Eléctricas

Podemos nos questionar porque razão é que a circulação de electricidade existe somente por meio de fios condutores. A resposta é que todos os corpos têm tendência a ficar no estado neutro, ou num estado de equilíbrio. Se por exemplo, conseguirmos retirar electrões de um corpo A e dá-los a outro corpo B, o corpo A ficaria com menos electrões (carregado positivamente) e o corpo B ficaria com mais electrões (carregado negativamente). Se estes dois corpos estiverem isolados um do outro, colocando entre eles um corpo isolante que tem elevada resistência em doar os seus electrões de valência (electrões da camada mais afastada do núcleo), os electrões que sobram num dos corpos não poderão passar aos átomos que têm falta de electrões, por causa do isolamento, não podendo assim haver circulação de corrente do corpo A para o corpo B.

Supondo agora que unimos os mesmos dois corpos, corpo A e corpo B, por meio de um corpo que pode perder e ganhar electrões com facilidade – um corpo condutor. Neste exemplo, os electrões vão passar com facilidade através dele para o outro corpo que tem falta de electrões, estabelecendo-se assim circulação de electrões de um corpo para o outro – electricidade dinâmica, que estudámos na aula anterior.

Esta corrente vai-se manter enquanto existirem electrões em excesso num corpo e electrões em falta no outro corpo. No momento em que ambos os corpos tiverem o mesmo número de electrões, dar-se-á o equilíbrio (ou estado neutro) e deixa de circular corrente eléctrica por falta de electrões livres.

Um exemplo prático do que referimos atrás, são as pilhas. Enquanto existirem electrões as pilhas fornecem corrente eléctrica, algo que deixa de acontecer assim que se esgotem todos os electrões contidos nelas.

Quando os electrões passam de um corpo para o outro, através de um corpo que seja condutor, não são propriamente os electrões que estão em excesso num corpo que passam para outro corpo. O que acontece é que o corpo que tem falta de electrões recebe do corpo condutor (que tem electrões a mais), ficando equilibrado, os electrões da última órbita ou órbita de valência, dos átomos do corpo condutor que estiver mais próximo dele. Estes átomos ficam assim ionizados com carga positiva, recebendo agora os electrões de valência dos átomos que estão mais perto, e assim sucessivamente, até que os átomos que estão no outro extremo do material condutor, por ficarem sem electrões de valência os vão retirar ao corpo que tiver electrões em excesso.

Podemos assim dizer que a quantidade de electricidade que um corpo tem, depende essencialmente do número de electrões em excesso ou em falta dos átomos desse mesmo corpo.

O que é um ânodo? O que é um cátodo?

Já compreendemos que existem corpos com falta ou excesso de electrões.

  • Um corpo que tiver falta de electrões, ou seja, que tenha carga eléctrica positiva, recebe o nome de ânodo.
  • Um corpo que tiver excesso de electrões, ou seja, com uma carga eléctrica negativa, recebe o nome de cátodo.

Podemos assim dizer, que uma pilha é constituída por um ânodo e por um cátodo, o pólo positivo e o pólo negativo, respectivamente.

Com o que estudámos nesta aula, podemos facilmente concluir que os electrões movem-se do cátodo para o ânodo, ou seja, do pólo que fornece electrões e fica com menos electrões (fica com menos cargas eléctricas negativas), tornando-se positivo, para o pólo que recebe electrões e fica assim negativo.